Para Sempre Alice – O Alzheimer aos olhos do afetado

Como muitos sabem, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), atinge cerca de 35,6 milhões de pessoas no mundo inteiro, na maioria das vezes acima dos 60 anos de idade, mas, dentre elas, as mulheres são as principais afetadas. Ela provoca o declínio das funções intelectuais, reduz a capacidade nas relações sociais, além de afetar o comportamento e personalidade da pessoa. Nela, inicialmente o que seriam meros esquecimentos, com o tempo agrava-se e leva a um quadro de extrema dependência da ajuda de outros em suas funções cotidianas.

Pois bem, é exatamente sobre isso que o filme se trata. Nada de ficção científica! Este filme fala sobre um mal que pode atingir qualquer pessoa, próxima ou distante, inclusive você.

Agora sim, posso falar sobre o filme: lançado em 2014 nos Estados Unidos, Para Sempre Alice (do original: Still Alice), dirigido por Wash Westmoreland e Richard Glatze, é um filme dramático Baseado no romance homônimo de Lisa Genova, que conta a história de Alice Howland (Julianne Moore), uma talentosa professora de Linguística que aos 50 anos é diagnosticada com Alzheimer precoce, o que é raro para a idade dela, uma vez que, como dito anteriormente, a doença costuma atingir pessoas idosas. Em vista disso, ela tem sua brilhante carreira interrompida já que não poderá lecionar mais plenamente.

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O filme se inicia mostrando alguns pequenos esquecimentos da personagem, como palavras (o que poderíamos até achar normal), esquecer compromissos com o marido Dr. John Howland (Alec Baldwin); mas quando se vê perdida perto do prédio onde lecionava, ela decide procurar um neurologista…e então, tudo começa, colocando em prova a força de seus 3 filhos, principalmente de sua filha mais nova Lydia (Kristen Stewart) que era um tanto quanto distante, e de seu casamento.

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Alec Baldwin interpretando Dr. John Howland

 

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Kristen Stewart interpretando a filha mais nova Lydia

 

O incrível do filme não é apenas mostrar a relação da doença vista pelo olhar da família, ou daqueles que estão ao redor, mas sim aos olhos de quem a sofre, expondo suas fragilidades, desgastes emocionais e psicológicos, além da dor de ver tudo aquilo que um dia conquistou se perder lentamente, principalmente por Alice ter sido uma mulher de extrema inteligência que sabe que essa doença degenerativa a levará à demência.

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Realmente, Para Sempre Alice trás uma análise de alguns dos vários aspectos decorrentes da doença, como por exemplo o que acarreta o problema, quais probabilidades dos filhos também herdarem, até quais medidas as atividades intelectuais protegem o cérebro contra a doença, uma vez que segundo o médico de Alice,  Dr. Benjamin (Stephen Kunken), pessoas com maior capacidade intelectual acabam perdendo a cognição mais rapidamente por causa de certos desvios e conexões que se criam , ocasionando assim, uma espécie de disfarce sobre a doença.”

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Sim, confesso… você vai chorar muito, mas muito mesmo, pois, Julianne Moore, brilhantemente,  nos faz sentir o que a personagem sente de uma maneira tão real e sensível que dá para explicar com palavras! E com isso, não haveria outra pessoa melhor que ela para ganhar o Oscar e o Globo de Ouro como melhor atriz! Agora, meus queridos, é com vocês: Assistam!

Trailer Oficial

Sobre Karina Oliveira

Futura Jornalista, amante incontestável de literatura e grafites, apaixonada por Milka e por um bom e velho Rock’n Roll!

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